terça-feira, 30 de setembro de 2014

Os crimes do ABC



















Autor: Agatha Christie
Editora: Edições ASA
Páginas: 224
ISBN: 9789724149066               
Coleção: Obras de Agatha Christie
Categoria/Tema: Policial


Sinopse:
Um assassino em série anda à solta e está decidido a matar de acordo com as letras do alfabeto. Em jeito de assinatura, ele deixa junto ao corpo de cada vítima um exemplar do ABC, um guia dos caminhos-de-ferro, aberto no nome da cidade em que o crime foi cometido. Tendo começado em Andover para facilmente se deslocar para Bexhill e depois Churston, tudo indica que o assassino vai conseguir chegar ao fim do alfabeto. Mas a vaidade leva-o a desafiar Hercule Poirot, e esse é um erro pelo qual vai pagar muito caro...

Opinião:
Gosto de ler Agatha Christie de vez em quando. Quando não sei bem que livro hei-de começar a ler, não há nada como um bom mistério da "Duquesa da morte". É sempre um desafio tentar descobrir quem é o assassino. 

Neste livro, o narrador principal é o Capitão Hastings. Poirot recebe uma carta assinada por um ABC, a desafiá-lo para resolver um crime que vai acontecer. O Capitão Hastings e a polícia não dão grande valor à carta e pensam que não passa de uma brincadeira. Mas Poirot não. Poirot desconfia logo que algo de grave vai acontecer.

Acontece o primeiro crime na cidade de Andover e a vítima chama-se Mrs. Ascher. No local do crime, foi deixado um guia de caminhos de ferro chamado ABC. Ninguém viu nada, nem sabem de nada, e a policia e Poirot ficam sem pistas. Não podem fazer mais nada senão esperar, até que recebem a segunda carta com pistas para o segundo crime. Mais uma vítima com nome a começar com letra B, numa localidade também com letra B e mais um guia de caminhos de ferro chamado ABC deixado no local. Tudo indica para um assassino em série que vai matar pessoas segundo a ordem do abecedário. Aparentemente, não há ligação entre as vítimas e ficam novamente num impasse.

Para apimentar a obra temos, também, alguns capítulos que são narrados por um outro personagem, que somos levados a crer ser o próprio assassino.

Estão assim dispostos todos os elementos para um bom mistério. E agora? Quem será o assassino e qual é o motivo?

Agatha Christie consegue nos prender do início ao fim, através das cartas, das pistas e mais uma vez, quando pensamos que descobrimos o assassino, estamos redondamente enganados. Nem tudo o que parece, é, e a autora consegue nos surpreender, com Poirot a descobrir tudo muito logicamente, com as suas celulazinhas cinzentas.

É um bom livro, que se lê rapidamente, com muito suspense e mistério, ideal para descontrair.

Nota (escala de 1 a 10): 7
IrishGirl

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Legião

















Autor: Simon Scarrow
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 365
ISBN: 9789896374402
Série: Eagle Series nº 10


Sinopse:
Nunca um romance sobre Roma teve tanta violência e intriga.                                  

Cato e Macro, dois soldados das legiões romanas, têm servido a causa dos Imperadores por todo o Império, desde a Bretanha até à Ilha de Creta, e enfrentam agora o caos que ameaça o Egipto. O gladiador rebelde Ajax procura vingança pela morte do seu pai às mãos de Cato e Macro. Os seus homens têm-se disfarçado de soldados romanos e atacado bases navais, navios mercantes e cidades. Cato e Macro são encarregues da tarefa de perseguir o guerreiro renegado antes que percam o controlo da situação no território. Decidem juntar forças à Terceira Legião na esperança de destruir o seu inimigo no campo de batalha, mas o astuto gladiador colocou outros planos em movimento…

Uma história de vingança, traição e morte, Legião leva-nos numa grande jornada pelo rio Nilo acima no momento em que o Império Romano enfrenta um novo perigo. Conseguirão Cato e Macro resistir à brutalidade dos seus inimigos?
 
Opinião:
Legião começa praticamente onde Gladiador termina. Cato e Macro encontram-se do outro lado do Mediterrâneo, dentro de dois navios romanos à caça do barco com o qual Ajax e os restantes rebeldes semeiam o terror na costa Egípcia.
 
Os papeis dos personagens principais desta série invertem-se. Cato que no início não é mais do que um aprendiz fisicamente pouca apto para as legiões, demonstra ao longo da série que isso não passa de aparência e vai subindo a passos largos na carreira militar. Aqui, encontramos Cato como Prefeito Interino, passando a ser superior de Macro que se mantém Centurião. É curiosa a inversão de papeis pois Macro é muito mais experiente e melhor soldado mas Cato é muito mais cerebral e relevante politicamente. Macro chegou ao topo da sua carreira enquanto Cato ainda estará no começo.
 
Veremos como a série irá avançar, mas imagino Cato a evoluir para o Senado e possivelmente a ter com Macro um papel muito importante na ascensão de Vespasiano a Imperador no ano 69, por morte de Vitélio o anterior Imperador, responsável num dos livros anteriores pela morte de Lavinia o seu primeiro amor.
 
Voltando a Legião, este é para mim um dos melhores livros da série e voltou-me a dar um prazer especial de ler ao nível do que obtive dos livros da Campanha Britânica. Legião está bem apimentado com um pouco de tudo. Os heróis continuam a cultivar a empatia que criam com os leitores e neste livro não estão sós. Ajax, na sua terceira participação na série é o vilão perfeito, um inimigo extremamente bem criado e um personagem que gera uma panóplia de sentimentos no leitor. Mais uma vez questionamo-nos se os papeis não estarão trocados e não será ele o herói, mas Ajax é brutal, um verdadeiro sanguinário movido pela vingança o que o torna aos olhos do leitor um verdadeiro vilão que no fim só queremos ver derrotado.
 
Ajax cria momentos extremamente interessantes, desde as suas constantes fugas, à loucura, gerada pela vingança, na forma como conduz o seu exército de seguidores e aquele que é um dos meus momentos favoritos do livro, quando Ajax tenta, que o Príncipe Núbio aceite a sua ajuda na guerra contra os Romanos.
 
Para além de Ajax temos outro personagem de uma grande relevância, que aos poucos se vai manifestando, um espião. Este personagem, a sua identidade e aquilo que provoca ao longo do livro, irá certamente criar, no futuro, momentos de angústia nos heróis bem como pesar na consciência de Cato.
 
Neste livro o leitor pode contar com o que espera, muita acção, descrições gráficas das batalhas e dos resultados dos combates, os quais me pareceram ainda mais detalhados que em livros anteriores. Mas o que notei também foi um retrocesso ao nível do humor, menos presente nesta obra do que em anteriores.
 
Em resumo, um livro ao nível do esperado para esta série, mas com um incremento na qualidade que o coloca ao nível dos melhores.
 
Nota (escala 1 a 10): 8
TheKhan

domingo, 7 de setembro de 2014

O Vale do Silêncio



















Autor: Nora Roberts 
Editora: Saída de Emergência
Chancela: Chá das Cinco
Saga/Série: Trilogia do Círculo. Livro nº3
Nº Páginas: 304
ISBN: 9789897100376

Sinopse:
Uma batalha entre as forças do bem e do mal está prestes a começar. De um lado Lilith, a vampira mais poderosa do mundo. Do outro, a deusa Morrigan, que tudo fará para a travar com o seu círculo…

Após ter viajado no tempo através do Baile dos Deuses para o antigo reino de Geall, Moira toma o seu lugar como rainha. Ao lado dos seus cinco companheiros, Moira terá que liderar os seus súbditos, na maior batalha alguma vez vista, contra o exército de vampiros de Lilith que tudo fará para destruir Geall. Moira também não esqueceu que os vampiros mataram a sua mãe e esta é a oportunidade de se vingar. Mas há um vampiro a quem confiaria a sua alma: Cian foi transformado em vampiro por Lilith há séculos, mas agora é fiel ao Círculo. Sem hesitação, irá matar outros da sua espécie, ganhando o respeito da rainha. Mas Cian quer mais do que o respeito de Moira, mesmo sabendo que esse amor o deixa vulnerável. Pois como poderá um imortal amar uma mulher que está condenada a morrer – ou pelas mãos de Lilith ou pela maldição do tempo?

Opinião: 

O Vale do Silêncio é o terceiro e último livro da Trilogia do Círculo. E, sem dúvida, o melhor. Neste livro, temos a tão aguardada batalha final entre as forças do bem e do mal, entre a luz e a escuridão. E qual vencerá?

Em O Vale do Silêncio, Nora conta-nos a história do amor impossível entre o vampiro Cian e Moira, a Rainha de Geall. Mas este livro não é focado apenas neste amor. Fala-nos dos últimos preparativos para a guerra. Os últimos preparativos a nível material, mas também a nível psicológico e emocional. Neste volume, a autora desenvolve os temas principais da trilogia - o amor, a guerra e os valores da humanidade. Sente-se a pressão da batalha e do fim, e do impacto desta pressão nas personagens. É impossível não nos envolvermos nesta luta. Ficámos a conhecer melhor o lado malévolo da história com algumas cenas bastante violentas e horríveis, fazendo-nos "torcer" pelo lado do bom, da luz.

Moira e Cian são os dois protagonistas mais interessantes desta trilogia. Moira, cresceu imenso ao longo da narrativa, de menina tímida para a guerreira corajosa e inteligente, torna-se rainha de Geall. Cian, com um sentido de humor sarcástico, cativa-nos pela sua personalidade reservada e sombria, resultado de viver sozinho durante séculos. No entanto, com o seu envolvimento com Moira, Cian mostra-nos o seu lado mais sentimental e vulnerável. Moira e Cian têm personalidades fortes, que fazem o que tem de ser feito, pelo bem e pelos valores da humanidade, mesmo que isso lhes cause sofrimento. Sem esperança de terem uma vida juntos, quer pela sua natureza, quer pela possibilidade de uma morte em batalha, o amor entre estes dois é muito comovente e romântico.

Em relação aos restantes personagens do círculo, estes continuam bem presentes ao longo da narrativa, e é bom verificar como as suas histórias pessoais se desenvolvem para além da principal, e como se unem como um só em batalha para conseguirem a vitória sobre Lilith.

A batalha final finalmente acontece, e de uma forma directa, sem exageros e sem violência gratuita, a autora guia-nos através das batalhas pessoais entre cada um dos seis do círculo, e os outros personagens, até chegar ao momento final e mais importante.

Como nos outros dois livros, a escrita é simples e acessível. A acção desenrola-se a um bom ritmo. O Vale do Silêncio é um livro com as medidas certas, no sentido em que a autora descreve e desenvolve o enredo sem grandes rodeios, com um final previsível, sim, mas também não poderia ser de outra forma. É uma boa história, com bastante intensidade emocional, e com personagens marcantes e envolventes.

Este livro deixou-me aquela sensação de perda, de saudade dos personagens e do enredo. E isso é bom, muito bom. Gostei imenso de ler a Trilogia do Círculo, e adorei este livro em particular.

Nota (escala de 1 a 10): 9
IrishGirl

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Os Cavaleiros de Königsfeld

















Título Original: Les Chevaliers de Königsfeld
Autor: Jean Graton
Editora: Asa/Público
Páginas: 64

Colecção: Michel Vaillant nº12
ISBN: 9789892326030
Sinopse:

Vai disputar-se o Grande Prémio da Alemanha e, um a um, todos os concorrentes se encontram no famoso circuito de Nürburgring. Steve Warson e Michel Vaillant, juntamente com a restante elite mundial dos pilotos de competição, estão hospedados no castelo de Königsfeld a convite de Herr Doktor Spangenberg, grande aficionado do automobilismo desportivo.

Um dos pilotos, Olaf, desaparece durante a noite sem deixar qualquer rasto. Depois é a vez de Karel van Ham, que desaparece durante as voltas de treino deixando o seu carro vazio no meio do circuito.


Opinião:
Após "O Regresso de Steve Warson" as edições do Público saltam dois livros da coleção original para publicarem o 12º álbum, "Os Cavaleiros de Königsfeld", álbum esse que foi primeiramente editado em Portugal pela Livraria Bertrand em 1973.

Encontramo-nos em pleno fim de semana de Grande Prémio da Alemanha no mítico Nordschleife. Michel, Steve retomaram a sua carreira na Fórmula 1 e em conjunto com outros 5 pilotos são convidados a ficarem hospedados no Castelo de Königsfeld, propriedade do Doktor Spangenberg.

Neste álbum é nos introduzida Gabriele a filha do Dr. Spangenberg que, curiosamente vai namoriscando ao longo da história com Michel. Possivelmente Graton por esta altura ainda não tinha decidido juntar Michel e Françoise. Gabriele que não ficando com Michel, será ao longo da série a companheira de Yves Douleac.

A história, claro que sendo passada num castelo aproveita todo o ambiente de suspense que estes locais criam. Juntando o ambiente a uma lenda de cavaleiros, temos o argumento para um livro interessante.

Os pilotos vão desaparecendo um a um quando o descendente de Königsfeld vai tentando vingar o seu antepassado, no intuito de derrotar 7 "cavaleiros do asfalto" impedindo-os de participar no Grande Prémio da Alemanha.

O livro terá a sua continuação numa história curta "Regresso a Königsfeld", editado no Almanaque Tintin #8 e em francês posteriormente no Palmarès Inédite "Retour à Königsfeld" de 2000, onde também se encontra a história "Affaire a Suivre" onde finalmente Gabriele e Yves se conhecem e se começa a deliniar a sua ligação.

Curiosidades:
- O Castelo de Königsfeld, principal palco deste álbum é criado à imagem do Castelo de Abenberg onde poderão encontrar o Hotel Burg Abenberg de quatro estrelas.
- O piloto Italiano Dino Falconeti é visto neste livro ao volante de uma viatura algo misteriosa ou no mínimo pouco conhecida (viatura branca na foto do castelo). Para os curiosos o carro trata-se de um Serenissima 308V GT.


Nota (escala 1 a 10): 7
TheKhan



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Baile dos Deuses


















Autor: Nora Roberts
Editora: Saída de Emergência
Chancela: Chá das Cinco
Saga/Série: Trilogia do Círculo. Livro nº2
Nº Páginas: 304
ISBN: 9789897100321

Sinopse:
Uma batalha entre as forças do bem e do mal está prestes a começar. De um lado Lilith, a vampira mais poderosa do mundo. Do outro, a deusa Morrigan, que tudo fará para a travar com o seu círculo…

Tendo crescido numa família de caçadores de demónios, Blair Murphy tem os seus próprios demónios pessoais com que lidar – o pai treinou-a, mas depois abandonou-a, e o noivo afastou-se após descobrir a sua verdadeira identidade.
Agora vê-se na posição de treinar um feiticeiro da Irlanda do século XII, uma bruxa de Nova Iorque, um erudito e um metamorfo da terra mítica de Geall. Para piorar as coisas, tem que se controlar para não ir à caça do sexto membro do círculo, um vampiro criado por Lilith, a rainha dos vampiros que têm de derrotar.
Não sendo mulher para fugir a uma boa luta, Blair encontra um desafio à sua altura no bonito e galante Larkin, o metamorfo.
Mas um desafio ainda maior serão os confrontos com seguidores de Lilith que irão testá-la até ao limite. Conseguirá Blair manter-se viva tempo o suficiente para derrotar o exército de Lilith? Ou irá ceder à única coisa que jurou nunca mais voltar a sentir?

Opinião: 
O Baile dos Deuses é o segundo volume da Trilogia do Círculo. Se no primeiro, A Cruz de Morrigan, a autora deu-nos uma introdução às personagens e aos mundos, neste livro prepara-nos para o confronto final entre as forças do bem e do mal.

Em O Baile dos Deuses, Nora Roberts dá-nos mais acção e ficamos a conhecer melhor todos os personagens. A história foca-se na preparação destes para a batalha final. Muito treino físico, definições de estratégia militar e magia. Mas a melhor arma que possuem para combater o mal é o amor.

Neste volume, o par romântico é Blair e Larkin, a guerreira e o metamorfo. Blair é uma mulher de armas, independente e habituada a estar só. Tem umas personalidade forte e foi educada desde muito nova para combater o mal. Abandonada e desprezada pelo pai e namorado, tornou-se uma mulher fria, sem sentimentos, até Larkin aparecer. Larkin é uma personagem super engraçada e a mais simpática. Arranca-nos umas boas gargalhadas. Corajoso e valente, utiliza as suas capacidades de transformação para lutar contra Lilith e também para seduzir Blair.

A escrita da autora é simples e acessível. O enredo desenrola-se a um ritmo mais rápido que no primeiro volume. As descrições não são demasiado extensas, mas são pormenorizadas o suficiente para nos envolver na história, e ficarmos a conhecermos melhor os seis personagens principais, assim como os vampiros. Nora Roberts é, como sabem, uma escritora de romances de amor. No entanto, acho que nesta série, conseguiu unir amor e fantasia de uma forma muito interessante.

Gostei bastante deste livro, do casal Blair e Larkin, que fazem um par cativante e engraçado, mas fiquei super curiosa para saber como vai ser o desenrolar da história do próximo par romântico, Moira e o enigmático Cian, sendo estes personagens tão distintos e diferentes...

O Baile dos Deuses é uma história viciante, com um enredo interessante, com personagens fortes e apelativas. É uma bela história de amor e da luta do bem contra o mal. Estão assim reunidas, todas as características para uma boa e descontraída leitura. Que venha o próximo!

Nota (escala de 1 a 10): 8
IrishGirl

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Nunca Te Esqueci



Autor: Michael Baron
Editora:Quinta Essência
ISBN: 9789898228598
Nº de Páginas: 300

Sinopse:
A única ponte para o futuro é através do passado.
Hugh Penders viveu num estado de apatia durante quase uma década, desde que o seu irmão Chase morreu num acidente de viação. Transporta no íntimo dois segredos que nunca foi capaz de partilhar com ninguém: acredita que poderia ter sido capaz de evitar o acidente e está profundamente apaixonado por Iris, a namorada de Chase. Quando o pai de Hugh sofre um grave ataque cardíaco, Hugh tem de regressar à sua casa em Nova Inglaterra, de onde andara a fugir nos últimos dez anos. Um dia, encontra Iris − que se mudara havia muito tempo − na rua. Iniciam uma amizade e Hugh acredita que está a apaixonar-se novamente por ela. Contudo, o fantasma de Chase paira sobre ambos. E, quando cada um deles revela uma verdade que o outro desconhecia, as suas vidas, a perspectiva que tinham de Chase, e as suas oportunidades de um futuro conjunto mudarão para sempre. Imbuído da força do desejo e do impacte da perda, Nunca te Esqueci é uma narrativa comovente e romântica que emocionará profundamente o leitor. 

Opinião:
Este livro foi a minha estreia com Michael Baron, que muito prometia, quando na capa do livro, o comparavam a Nicholas Sparks. Acho que se eu fosse o Sparks iria ficar um pouco zangado.

Nunca te Esqueci é um livro que conta a história de Hugh Penders e da perda do seu irmão, que morreu num acidente de carro, e de como isso afectou a sua vida e de toda a sua família. Quando o pai adoece, Hugh  é obrigado a voltar a casa dos pais e tomar conta do negócio de família. Reencontra Iris, a namorada do irmão por quem esteve sempre apaixonado. Iris e Hugh retomam a relação de amizade, e depois de algo mais. Relação essa que está supostamente condenada, por causa do passado. Ambos sentem culpa pela morte de Chase.

Michael Baron tem uma escrita simples, fluída e de fácil leitura. A estrutura do romance está bem conseguida, alternada entre o presente e o passado. No entanto, a narrativa não agarra, não prende e o enredo desenrola-se de forma bastante lenta, até que mais lá para o fim, finalmente vimos alguma coisa a acontecer.

Não consegui criar laços com nenhuma das personagens, que estão mal estruturadas, sem a profundidade e intensidade de sentimentos. A acção avança de uma forma um pouco distante do leitor. E, por isso, não consigo dizer que gostei da leitura. Como referi no início, acho que a comparação ao Nicholas Sparks foi um pouco exagerada. Não tem a profundidade de sentimentos, ou "pieguísse" que os romances do Sparks têm. Pelo menos, esses não me deixam assim indiferente.


Nota (escala de 1 a 10): 5

IrishGirl




domingo, 10 de agosto de 2014

O Regresso de Steve Warson

















Título Original: Le Retour de Steve Warson
Autor: Jean Graton
Editora: Asa/Público
Páginas: 64

Colecção: Michel Vaillant nº9
ISBN: 9789892326016
 
Sinopse:
Steve Warson, o grande amigo de Michel Vaillant, é dado como desaparecido após a Carrera Panamericana e nunca mais dá sinal de vida. Todas as buscas se revelam infrutíferas até que, durante um jantar com membros da equipa, Michel recebe um pedido de ajuda do desaparecido e parte imediatamente em seu socorro.
O seu destino é o porto de Amesterdão, na Holanda. Uma vez aí chegado, Michel Vaillant rapidamente veste a pele de um habitante local e percorre os cais da cidade de uma ponta à outra, acabando por se defrontar com uma quadrilha da pior espécie...

Opinião:
O Regresso de Steve Warson é mais um álbum de Michel Vaillant do tipo acção/espionagem no qual o desporto automóvel não entra.

Nono episódio da colecção Michel Vaillant é como álbum, inédito no nosso país tendo sido originalmente editado na revista Tintin em 1963.
 
Neste livro encontramos Michel na tentativa de descobrir o paradeiro e a salvar o seu amigo Steve. Steve esse, que se encontra deparecido desde que decidiu abandonar a competição após a traição aos Vaillant, no sexto álbum, em plena Carrera Panamericana.
 
A história inicia-se em Washington onde Michel procura ajuda no FBI com, o amigo de Steve, Eddie McGrath. Este acaba por revelar que Steve se encontra a trabalhar para a agência Norte Americana mas que perdeu o seu rasto.
 
Quando Michel retorna a casa e se encontra com os rapazes da academia (ver "O 8º Piloto editado pelo Público/Asa em 2009) para jantar, recebe uma chamada de pedido de socorro da parte de Steve. Michel é assim levado à cinzenta e chuvosa, pelas palavras do autor, capital Holandesa, Amesterdão.
 
O álbum, dentro do estilo é interessante, mas não me parece que o tema seja a especialidade de Jean Graton. Faltam os carros e as corridas. Para acção e espionagem compro Blake e Mortimer.
 
Quanto a personagens temos Michel, Steve e Yves Douleac, o pequeno Marselhês que ganha cada vez mais importância. De resto para além do agente Eddie McGrath aparecem duas novas personagens femininas, Adinda e Hubertine, mas que não terão relevância na série daqui para a frente. Steve aparece-nos de barba crescida e só o voltaremos a ver assim, como Arrow Stevens em "O Desconhecido das 1000 Pistas" após mais uma vez ter traído os Vaillant.


Como curiosidade deste livro temos Michel e Yves perto de "A Ronda da Noite" de Rembrandt.

Nota (escala 1 a 10): 6
TheKhan